Cobertura: Primeiro dia do Campus Festival 2013

Por: Lucas Magalhães

O Campus Festival era um evento que prometia. Desde o começo do ano, os próprios organizadores chegaram em meus ouvidos para falar sobre a presença de Mallu Magalhães, Cícero, Móveis Coloniais de Acaju e até Amarante ou Camelo. A expectativa me encheu durante meses, e foi uma surpresa ao ver que um evento que se dizia tão inovador apareceu com bandas que já pisaram diversas vezes em João Pessoa. Vanguart foi a única novidade. Mas até aí tudo bem, ainda prometia ser um festival agradável, com cunho acadêmico forte, bom foco na fotografia e pintura amadora e um line-up legal. Eu esperava uma noite agradável.

Os shows foram marcados para iniciar às 18h, mas atrasaram cerca de três horas. O evento saturou antes de começar. Utilizei o tempo livre para estudar as peças fotográficas e artísticas, que foram a única parte completamente boa do evento apesar do pouco destaque que teve. Saúdo os responsáveis por aquela parte. Mas afinal, este é um blog sobre música. O que me leva a falar sobre todas estas coisas? Três simples razões: primeiramente, não se pode tratar o Campus Festival como um evento exclusivamente musical. Segundo, se eu omitisse este lado, o evento pareceria ter sido pior do que realmente foi. E por último, durante a maior parte do tempo em que estive presente naquele ambiente imenso e quase vazio, não houve nada além de organizadores arrogantes, sem profissionalismo e mal preparados para um evento daquele porte. Não havia música.

Então, próximo das 21h, Mafiota apareceu, e parecia ter salvo o evento por completo. A energia da banda envolveu a todos. Excelente banda local, que através do uso de instrumentos não tão comuns em bandas do gênero, traz energia que mistura Móveis, Apanhador Só, e o abraço da música paraibana que nos faz terminar o show ofegantes e com um sorriso no rosto.

Os Gonzagas e Dois Africanos também fizeram ótimos shows, que só não conseguiram me manter lá dentro devido às condições precárias do evento, que me fizeram sentir completamente desconfortável naquele ambiente.

Então veio Vivendo do Ócio, e ouso dizer que foi o melhor show que os caras já fizeram em João Pessoa. Ótima seleção de músicas, as melhores do segundo disco O Pensamento É um Ímã e os clássicos do primeiro. A pouca gente que tinha no palco estava muito animada e a noite foi encerrada de forma magnífica, fazendo com que a quase interminável espera fosse compensada. Até que o atraso começou a pesar nas costas dos responsáveis pelo lugar, e as luzes foram acesas expulsando pela segunda vez Vivendo do Ócio dos palcos de nossa cidade.

Apesar de tudo, foi um bom evento, e promete muito para o futuro por ser a primeira edição. Eu realmente espero que o segundo dia seja melhor, e que façam os fiascos da sexta-feira serem completamente apagados, o que será bem difícil.

Fotografias por Minna Miná e Michael Lee, retiradas da página do MidiaDrops.

Campus Festival acontece neste final de semana em João Pessoa

Foto por Ariel Martini / I Hate Flash

O mês de novembro anda agitado para shows no nordeste, ao mesmo tempo que acontece o Festival DoSol em Natal, o Maionese em Maceió, acontece o Campus Festival em João Pessoa.  Antes de tudo, o Campus é um evento multicultural, voltado para o público universitário, que se desenvolve em torno de uma programação multidisciplinar, unindo atividades acadêmicas e culturais.

O festival será realizado nos dias 8 e 9 de Novembro, no Centro de Convenções Ronaldo Cunha Lima, tendo início às 14h.

Sua programação cultural integrará as artes visuais, com exposição de fotografia, ilustração e pintura de artistas da Paraíba, e música. Farão parte do lineup do festival as bandas Vivendo do Ócio (BA), Vanguart (MT), Dois Africanos (PB), Os Gonzagas (PB), Val Donato (PB), Gudicarmas (PE), Mafiota (PB) e Coldsleepyhead (PB).

Os ingressos já estão à venda e podem ser adquiridos no site do Campus Festival e nas lojas Furtacor (Shoppings Tambiá, Sul e Mag) e Realce Surf Mar (Manaíra Shopping). Os preços dos ingressos antecipados (1º lote – estudante) são de R$30 por dia e R$50 o pacote.

Confira a programação pelos dias:

campus

 

Escute: Vivendo do Ócio – “Som, Luzes e Terror”

Depois de  pouco mais de um ano, os caras do Vivendo do Ócio acabam lançar material novíssimo, que é o EP Som, Luzes e Terror. Com trabalhos notáveis como o Nem Sempre Tão Normal (2009) e O Pensamento É um Ímã (2012), que fizeram a banda ficar conhecida na cena do rock do Brasil, e tendo até tocado em grandes festivais como o Lollapalooza, os caras lançam esse novo trabalho para consolidar a boa reputação merecida que conquistaram ao longo desses anos.

Som, Luzes e Terror, apresenta 5 músicas, que não vão decepcionar nenhum fã que já está acostumado com o estilo da banda, pois os garotos mostram o vivo rock’n’roll que corre nas suas veias. Nesse EP, uma das faixas foi feita com parceria do Fábio Cascadura, e outra, que já tinha sido lançada como faixa bônus no álbum passado (“Psicose”), retorna nesse material. Outra faixa que teve participação foi “Som, Luzes e Terror”, Mario Camelo da banda Fresno gravou o seu teclado.

Escute aqui

Assista: Vivendo do Ócio – “Bomba Relógio”

Os caras da banda Vivendo do Ócio lançaram hoje o clipe da música “Bomba Relógio”, pertencente ao último disco da banda O Pensamento é um Ímã, lançado em 2012. O lançamento clipe foi bastante divulgado pelos integrantes da banda nas redes sociais durante essa semana, deixando o público realmente ansioso pelo resultado, que foi muito bom, de fato está “bombando” entre os fãs.

Confira aqui:

Especial: As bandas que você não pode perder no Lollapalooza Brasil (III)

Kaiser Chiefs

Os ingleses do Kaiser Chiefs, já completando 10 anos de banda,  e com 5 discos na bagagem se apresentarão no último dia do festival , e com certeza o que não vai faltar é música nova para o público. Além de faixas bastante conhecidas com refrões que não saem da cabeça dos fãs como “Ruby”, e  “I Predict A Riot” , eles certamente vão apostar  nas músicas do álbum lançado ano passado , o  Start The Revolution Without Me , que tem faixas menos agitadas , porém muito boas como “Little Shocks”.  A única vinda dos caras ao Brasil foi há 5 anos , e eles tem boas expectativas em relação a recepção do público.

Vivendo do Ócio

A banda baiana Vivendo do Ócio, que tem 7 anos de estrada , vem ganhando reconhecimento a cada dia , fazendo grandes turnês por todo o Brasil  com seus riffs grudentos e eletrizantes. Realmente, o show deles é de lavar a alma , pois conseguem se sintonizar muito bem com o público , e ninguém consegue ficar sem cantar nenhum momento.  O grupo se apresentará no dia 31 , e com certeza vão tocar músicas consagradas como “Nostalgia” e “Silas” (do álbum O Pensamento É Um Ímã de 2012) , e também hits do disco mais antigo Nem Sempre Tão Normal como “Terra Virar Mente” e “Meu Precioso”.

Alabama Shakes

A banda americana Alabama Shakes ,  tem  uma formação muito recente e um  1 álbum lançado , o  Boys and Girls (2012) , mas já vem conquistando seu público com um som bem característico do sul dos Estados Unidos , o Southern rock e o Soul ,que vem com uma proposta da mistura do som antigo , com alguns toques modernos, e lembra muito bandas como Creedence Clearwater Revival. Com  uma vocalista muito bem afinada e potente , a Brittany Howard, a banda define o seu próprio estilo.

The Temper Trap

Com material relativamente recente, os integrantes do The Temper Trap vem ao Brasil mostrar suas músicas ricas em efeitos, e extremamente melódicas.  A banda vem gradativamente ganhando cada vez mais reconhecimento no cenário indie rock mundial , e vai ser no Lollapalooza que muitos brasileiros conhecerão hits como “Sweet Disposition” do primeiro disco , e também “Need Your Love”  ou “Trembling Hands” , singles do álbum mais recente , que foi batizado com o próprio nome da banda.

Pearl Jam

Banda com muita experiência e respeitada em grandes festivais, o Pearl Jam vem ao Lollapalooza como uma das atrações principais, e vão apresentar um amplo repertório, fruto de mais de 20 anos de banda. O público pode esperar para ver músicas bem manjadas da época de ascensão do movimento grunge como ”Black” ou ”Even Flow” do álbum Ten , ou “Dissident” do disco Vs. Com toda certeza está sendo um dos shows mais esperados e talvez o que mais atraia o público presente no útlimo dia de festival.

Os melhores discos nacionais de 2012 (10-01)

10. Silva, Claridão

Tão esperado, o debut Claridão chegou aos ouvidos dos que acompanham o trabalho de Silva sem o toque de surpresa, já que uma metade da tracklist é formada com faixas lançadas anteriormente através do seu EP e a outra metade já poderia ser escutada em versões ao vivo (geralmente disponibilizadas no youtube) que não se diferiam muito das músicas gravadas em estúdio. Apontando uma lista de prós e contras, este é um dos poucos defeitos do disco. Constantemente comparado com artistas como James Blake, Beirut e Arcade Fire, Lúcio da Silva Souza quebra a expectativa onde soar o mais brasileiro possível seria uma ótima característica de um trabalho e preenche nossos ouvidos com a mistura perfeita das referências de todo o mundo. Compõe em bom português a descrição de sensações tão suaves quanto a sua voz e produz cada faixa num instrumental encaixando o eletrônico com o acústico. Os Violinos presentes em “A Visita”, os sintetizadores de “Mais Cedo”, as batidas da “2012” e o esforço do Silva para deixar todas as faixa impecáveis tornou o Claridão um dos melhores lançamentos de 2012.

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9. Rodrigo Campos, Bahia Fantástica

Não é apenas música popular brasileira. Quando apresentei a um amigo a faixa “Princesa do Mar”, presente no álbum Bahia Fantástica de Rodrigo Campos, ele me disse “é só MPB” e eu o respondi com a frase citada no início desse texto – sem ao menos elaborar alguns argumentos para sustentar minha afirmação. Escutando novamente o disco de Campos, percebi que, realmente, não é apenas isso. Com um talento incrível para desenvolver histórias e personagens, o cantor assina a composição das 12 faixas deste trabalho, mas não está sozinho no resto da produção. Com mais 7 parceiros (ou produtores, como assim assinam), entre eles Romulo Froés e Kiko Dinucci que junto com Rodrigo formam a Passo Torto, o cantor desenvolve o material que elaborou enquanto esteve na Bahia, convidando o ouvinte para escutá-lo completo através do instrumental impecável que vai desde batidas afro-beats, como em “Morte na Bahia”, a guitarra estridente em “Jardim Japão”, o jazz em “General Geral”, o sax que corta a voz suave do compositor em “Cinco Doces”. É a modernização da MPB sem perder o toque impecável que, outrora, Caetano, Gil e Buarque sustentavam.

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8. Vivendo do Ócio, O Pensamento é um Imã

Chuck Hipolitho e Rafael Ramos assinam a produção deste disco que, além disso, foi masterizado em Los Angeles por Brian “Big Bass” Gardner e ainda conta com a participação de Dadi (Novos Baianos) na faixa “O Mais Clichê” e da Agridoce em “Nostalgia”. Cheios de boas referências, os baianos da Vivendo do Ócio tiveram a oportunidade de aprimorar seu som neste álbum não só através das pessoas que trabalharam com a banda, mas também com o amadurecimento dos próprios integrantes. As baladas adolescentes que gritavam “Fora, Mônica” com acordes rápidos agora são substituídas por um clima de nostalgia, sem perder a atmosfera dançante e despreocupada que a banda cria, dessa vez cantadas de forma mais elaborada, a exemplo do trecho “Eu sei que é impossível / Mas seria uma solução pra mim / Trocar meu coração por um fígado / Bem que eu preciso!” da música “Preciso me Recuperar”. É neste momento que a banda se desvencilha da referência óbvia de seus trabalhos passados, os Arctic Monkeys, e se tornam uma banda de rock com identidade formada, agora eles já recebem o título de influência e passam a ser levemente influenciados por Raul Seixas, The Strokes, Foo Fighters ou Queens of the Stone Age.

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7. Black Drawing Chalks, No Dust Stuck On You

Edimar Filho. Esse cara está substituindo o Renato Cunha na guitarra do Black Drawing Chalks e foi um dos responsáveis por algumas mudanças na sonoridade do último disco dos goianos, que está longe de parecer a continuação dos dois álbuns anteriores da banda. Sob produção de Gustavo Vasquez e Fabrício Nobre, o No Dust Stuck On You soa com mais fúria, riffs e refrões poderosos e sensualidade; isso fica evidente em uma das melhores faixas do disco, a “Cut Myself In Two”, um belo combo de todas as características citadas acima. Saindo da zona de conforto, a banda surpreende com faixas levemente dançantes, como a “Disco Ghost” passando pela sombria “Swallow” (os fãs de Black Sabbath irão curtir esta) e injetando mais testosterona na tracklist com as faixas “Walking By”, “The Stalker”, “I’ve Got Your Flavor” e o refrão riot com solo de guitarra épico de “Simmer Down”. Com quase uma hora de duração e 15 tracks, o único pecado do disco é ser quase cansativo. Quase.

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6. Tom Zé, Tropicália Lixo Lógico 

Mais de 30 discos lançados, mais de 50 anos de carreira, mais de 75 anos de idade, mais gênio,  mais polêmico, mais louco. Quando falamos de Tom Zé precisamos enfrentar uma enorme divergência de opiniões, uma vez que seu trabalho aborda formas diferentes de concretizar a música. Daqueles grandes nomes da antiga MPB, alguns lançamentos surgiram, Bethânia, Gal, Caetano, Gil lançaram trabalhos recentes e, inegavelmente, bem divulgados e aceitos, mas e o Zé? Com sua prioridade para desenrolar simples contos, como em “O Motobói e Maria Clara”, faixa em que Mallu Magalhães participa, ou concretizando um quadro sobre a atualidade, como em “Tropicalea Jacta Est”, o cantor ainda brinca com a nossa língua em “Jucaju”, onde desenrola uma música inteira cantada apenas com cinco sílabas e ressalta sua inteligência e criatividade artística. A melodia se dá, principalmente  através dos ritmos das palavras. Daí diferenciamos a bossa, a mpb e até o rap (com participações de Emicida) no disco. E no meio cada música, um tapa, uma sacudida o corte bruto, o silêncio e… o final?

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5. BNegão & Seletores de Frequência, Sintoniza Lá

Esse é pra tocar no baile, se me permitem já começar parafraseando uma faixa do quinto colocado dessa lista. Cheio de groove, Bernardo Santos teve nove anos para lançar o sucessor do Enxugando o Gelo (2003) e segundo álbum do B Negão & Seletores de Frequência. São 11 faixas com inúmeras referências, seja na guitarra funkeada, no vocal rapper verborrágico, as batidas dub. Tudo guiado por metais poderosíssimos. Tem afrobeat, samba, funk, rock e reggae. É só começar a escutar o Sintoniza Lá que o corpo já tem uma “Alteração (Éa!)”, um groove que inicia a dança com o instrumental conduzido por maestria pelos seletores, tanto que a tracklist tem duas instrumentais, as “Subconsciente” e “Na tranquila” que não deixam as atenções desviarem pela falta de letra, mas abrindo espaço para a ‘versatilidade do som’, como diria B Negão na funky “Chega Pra Somar o Groove”. Não tem o que falar do disco, ‘O som tá na panela / E o fogo tá aceso’, é só apertar o play.

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4. Curumin, Arrocha

Todo gravado dentro de um estúdio improvisado na casa de Luciano Nakata, o Curumin, o disco Arrocha soa rústico, como uma compilação de incríveis idéias que precisam ser executadas de forma urgente. Isso é perceptível na curta duração da maior parte das faixas que compõem a tracklist, muitas não passam dos dois minutos de duração. Compensando a rapidez da música com uma variedade de batidas eletrônicas misturadas com batidas dançantes que o próprio título “Arrocha” sugere. O eletrônico inicia o disco bem evidente com  um “Afroxoque”, e começa a se desmanchar com o pop “Selvage”, a baladinha “Paris Vila Matilde”, a romântica “Vestido de Prata” e retomando a dança em “Sapo Cururu”. Um experimento que arrisca em muitos estilos, mas que agrega uma ótima produção aos  álbuns nacionais.

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3. Siba, Avante

Com o regionalismo sendo um ponto marcante na obra de Sérgio Veloso até então, em seus dois álbuns anteriores, a opção de parar de explorar a Mata Norte pernambucana e levar Avante outras influências poderia não dar certo – perceba que o verbo está no futuro do pretérito, mesmo tempo em que Siba usa o verbo poder na seguinte fala: “é um disco que foi feito na guitarra, mas poderia, também, não ter sido feito. Em algum momento eu iria entender que a guitarra é um meio de expressão”. Sob produção de Fernando Catatau, o cantor retoma a posição de guitarrista, que já esteve na sua antiga banda Mestre Ambrósio, sem deixar suas composições perderem traços de humor desenrolados em histórias cotidianas, construção tipicamente feita por Siba, desta vez com acordes de guitarras acompanhados pelo vocal com sotaque nordestino carregado. Em canções intimistas, o próprio cantor explica que este disco é uma reconstrução de sua história, que de tão bem contada, se banha em bronze nesta lista.

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2. Caetano Veloso, Abraçaço

Há 40 anos, o Transa – um dos maiores discos da carreira de Veloso – foi lançado e, no mesmo período, o cantor fez seu primeiro show pós-exílio, se apresentando ao público com brincos de argolas, tamancos, batom e blusa tomara-que-caia. Agora, Caetano se apresenta de cabelos brancos, 70 anos de idade, encerrando uma trilogia de álbuns (junto com Cê e Zii e Zie), agindo como o fez em toda a sua carreira: sendo pop, mas da forma mais controversa possível.   As boas metáforas para gerar polêmicas em cima de suas composições já não aparecem com tanta frequência  o imediatismo desta geração o contaminou, e, consequentemente, está impregnado nesta produção, a exemplo das poucas palavras que sintetizam muito no título “A Bossa Nova É Foda”, que carrega em seus versos diversos ícones das cultura atual – Anderson Silva, Victor Belfort – já que o compositor se diz um grande fã do MMA. E como o Caetano se repagina, mas ainda assim repassa pela fórmula certeira dos anos 70, “O Império da Lei” mostra bem isso, ainda assim há espaço para  a correnteza de homenagens, como uma faixa inteira dedicada a Marighella, “Um Comunista”, ainda citando no decorrer do disco João Gilberto, Dorothy Stang e vai além, abraçando a melancolia, afirma que ‘o lugar mais frio do rio é o meu quarto’ em “Estou Triste”. Após um início de trilogia não tão interessante, o cult-pop de Caetano reacende num disco de título, capa e canções magníficas.

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1. Céu, Caravana Sereia Bloom

Em Caravana Sereia Bloom, Céu muda de forma completa as suas maiores referências, a música afro-beat e o samba, explorando dessa vez, a música brega e o rock. A mudança fez bem a cantora, ela não se perde de jeito algum na composição, e caminha com a sonoridade nova com absoluta precisão, sem deixar de lado a essência da música dançante. Músicas como “Falta de Ar”, “Retrovisor” e “Chegar em Mim” mostram bem a fase inspiradora em termos poéticos dos versos, e ainda tratando-se da parte instrumental vale-se ressaltar o um bom uso de elementos tanto do teclado, que acompanha as maiores partes das músicas, quanto da guitarra, como os efeitos aproveitados nos breves solos.

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Os melhores discos nacionais [20-11] [10-01]

As melhores músicas nacionais [25–16] [15-01]

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10. Banda Gentileza, Quem Me Dera

Com um financiamento coletivo de fãs pelo o Cartaze, os curitibanos da Banda Gentileza, produziram um ótimo clipe e um excelente jogo no facebook para a música “Quem Me Dera”. A história é simples e engraçada, uma caminhoneira transporta uma carga inusitada para uma entrega em um bar, essa carga inusitada, é nada mais que a Banda Gentileza, em meio ao caminho ela tem que desviar de vários obstáculos. A direção é de Max Leean, que se preocupou bastante em trazer a estética brega vintage ao visual.

Continue o clipe jogando o GameDera aqui.

09. Garotas Suecas, Alma

Garotas Suecas lançou no final de 2012 um ótimo clipe para “Alma”, música presente no primeiro álbum do grupo, Escaldante Banda, com direção de Pedro Knoll e John Evans. O clipe é recheado de composições, sobreposições de imagens, formas e cores, além de não utilizar uma narrativa convencional. O vídeo ainda faz bastante uso de locações diversas, cenas curtas e variadas, a fim de captar a “Alma da banda”.

08. Mallu Magalhães, Velha e Louca

“Velha e Louca” comprovou que a Malluzinha amadureceu e, o seu clipe mostra isso com bastante sutileza. Mallu cresceu e conseguiu mostrar que não é mas aquela adolescente esquisita de alguns anos atrás. O clipe contou com direção de Paulo Gandra e foi gravado no topo de um arranha-céu em São Paulo, com um visual vintage que coloca a cantora como uma modelo saída diretamente dos anos 60/70.

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