Mixtape: Festival Mundo 2012

Foto de Ricardo Oliveira

Como tradicionalmente fazemos na semana do Mundo, selecionamos algumas músicas das bandas que fazem parte do line up do festival e reunimos tudo junto e misturado numa mixtape. Desta vez, entramos na onda da plataforma 8tracks e selecionamos apenas 8 músicas de bandas que destacamos na edição deste ano. Grupos como Siba (PE), Eddie (PE), Maglore (BA), Dead Fish (ES), Hazamat (PB), Totonho e Os Cabras (PB), Kalouv (PE), Chico Correa & Eletronic Band (PB), fazem parte desta compilação. O intuito  desta mixtape é apresentar para quem vai para o festival, bandas que não conhecem, ou apenas para aqueles que já conhecem poderem ir esquentando para o evento. Não há nenhum intuito comercial. Escute logo abaixo:

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Confira a programação de shows completa do Festival Mundo 2012

Um dos maiores festivais de música de João Pessoa está perto de realizar mais uma edição. A Usina Cultural Energisa recebe, dos dias 1 a 11 de novembro, o Festival Mundo, que contará nos dias 10 e 11 com shows de 20 artistas de todo o Brasil (e uma atração internacional também) além da programação cultural diversificada.

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Festival DoSol começa hoje com 70 atrações e se estende até dia 13; veja agenda

O número 8 remete ao símbolo do infinito, na numerologia tem significância de prosperidade e em Natal (RN) quer dizer o total de vezes que acontece, até então, um dos maiores festivais de música independente no nordeste: o Festival Dosol!

Serão cerca de 70 bandas de todo país que se apresentarão entre os dias 04 e 13 de novembro. Nesse ano, o DoSol tem patrocínio da Petrobrás e da Oi, através de aprovação de editais das leis de incentivo à cultura e a partir disso, ativaram força máxima: Usarão boa parte dessa verba para melhorar e aumentar a qualidade do Festival DoSol em si, o Festival DoSol de Música Instrumental e Contemporânea e estenderão o evento para a cidade de Mossoró, que fica no interior do estado e receberá 20 das 70 bandas.

Entre as atrações, estão Vivendo do Ócio (BA), Tulipa Ruiz (SP), Canastra (RJ), Satan Dealers (ARG), Madame Saatan (PA), Dead Fish (ES), Hellbenders (GO), BNegão & Os Seletores de Frequencia (RJ), Monster Coyote (RN), Cerva Grátis (PB), General Junkie (RN) gravando o dvd ao vivo, a banda que tocará na comemoração do aniversário de 1 ano do AtividadeFM, INI (SP) e mais guitarras, baterias, baixos, efeitos, versos, gritos, ROCK! Os ingressos variam de preço e estão sendo vendidos online, na programação que está no final da postagem você se informará de todos os detalhes.

Não tem como medir a importância desse movimento no nordeste, o evento está trazendo boas atrações e mantendo uma conectividade imensa com o público e a cena independente. A divulgação e espera do festival é enorme e ele está chegando. Confira a programação e tente ir a pelo menos um dia de DoSol.

Para mais informações, visite aqui o site oficial do festival.

Festival DoSol – Natal (RN)
Sexta, 04.11 (Festa de Abertura)
Centro Cultural Dosol (Para Convidados e promoções)

24h – General Junkie (RN) – Gravação do cd/dvd ao vivo

Sábado, 05.11
Rua Chile, Ribeira (R$20,00)


15h30 – Hey Apple (RN)
16h – Dessituados (RN)
16h30 – Planant (RN)
17h – Inflamáveis (RN)
17h30 – O Sonso (CE)
18h – Tokyo Savannah  (SP)
18h30 – Hellbenders (GO)
19h – Venice Under Water (RN)
19h30 – Satan Dealers (ARG)
20h – Gloom (GO)
20h30 – Vivendo do Ócio (BA)
21h – Rinoceronte (RS)
21h30 – Canastra (RJ)
22h10 – Camarones Orquestra Guitarristica (RN)
22h40 – Dusouto (RN)
23h20 – Do Amor (RJ)
00h20 – Tulipa Ruiz (SP)
01h – Talma&Gadelha (RN)
01h30 – BNegão & Seletores de Frequencia (RJ)
Domingo, 06.11
Rua Chile, Ribeira (R$20,00)


15h30 – Anteskieumorra (RN)
16h – Los Costeletas Flamejantes (RN)
16h30 – Sunset Boulevard (RN)
17h – Conquest For Death (EUA)
17h30 – Madame Saatan (PA)
18h – Hillbilly Rawhide (PR)
18h30 – Gauchass (URUGUAI)
19h – Monster Coyote (RN)
19h30 – Violator (DF)
20h – Sanctifier (RN)
20h30 – Krisiun (RN)
21h30 – Galinha Preta (DF)
22h – Dead Fish (ES)
Festival DoSol Música Instrumental e Contamporânea

Quarta, 09.11
Casa da Ribeira (Entrada Gratuita)
19h – Andróide Sem Par (RN)
20h – Epcos (PE)
21h – Dasilva e d’Malassombros Band  (RN)
Quinta, 10.11
Casa da Ribeira (Entrada Gratuita)
19h – Romildo Soares (RN)
20h – Sertanília (BA)
21h – Camila Masiso (RN)
Sexta, 11.11
Casa da Ribeira (Entrada Gratuita)
19h – Garotos Sarados do Orkut (RN)
20h – Lafusa (DF)
21h – Khrystal (RN)
Sábado, 12.11
Casa da Ribeira (Entrada Gratuita)
18h – Hossegor (RN)
19h – Felipe Cazaux (CE)
20h – Monograma (MG)
21h – Gato Lúdico (RN)
Domingo, 13.11
Casa da Ribeira (Entrada Gratuita)
18h – Adriano Sudário (RN)
19h – Comunidade Azougue (PE)
20h – Ini (SP)
21h – Nuda (SE)
Festival DoSol – Mossoró (RN)

Sábado, dia 12.11
Flecha na Goela (R$6,00)


15h – Cemitério de Elefantes (RN)
15h45 – Spunk (RN)
16h30 – Fliperama (RN)
17h15 – Dr. Carnage (RN)
18h – Rinoceronte (RS)
18h45 – High Desert (RN)
19h30 – Cerva Grátis (PB)
20h15 – Mahatma Gangue (RN)
21h – Calistoga (RN)
21h45 – Lei do Cão (RN)
Domingo, dia 13.11
Flecha na Goela (R$6,00)


15h – 30 de Outubro (RN)
15h45 – Seyfer (RN)
16h30 – Sick Life (RN)
17h15 – I.T.E.P (RN)
18h – Sertão Sangrento (RN)
18h45 – Red Boots (RN)
19h30 – Monograma (MG)
20h15 – Dad Fucked and The Mad Skunks (AL)
21h – Comando Etílico (RN)
21h45 – Monster Coyote (RN)

Festival DoSol libera programação completa; veja line-up dos principais dias

Como você acompanhou aqui, o último confirmado a tocar no Festival DoSol foi nada mais, nada menos que a querida banda Dead Fish, que irá subir ao mesmo palco que a grande Madame Saatan, além de dividir o line-up com os uruguaios da Guachass.

E agora, nesta manhã, o festival acabou de liberar a programação completa dos nova dias de shows e eventos. Lembrando que o festival acontece nos dias 05 e 06 de novembro no Centro Cultural DoSol no bairro da Ribeira em Natal-RN.

Veja a programação dos principais dias aqui abaixo e confira ela completa neste link.

SÁBADO, DIA 05 DE NOVEMBRO
Rua Chile, Ribeira (R$20,00)
15h30 – HEY APPLE (RN)
16h – DESSITUADOS (RN)
16h30 – PLANANT (RN)
17h – INFLAMÁVEIS (RN)
17h30 – O SONSO (CE)
18h – TOKYO SAVANNAH (SP)
18h30 – HELLBENDERS (GO)
19h – VENICE UNDER WATER (RN)
19h30 – SATAN DEALERS (ARG)
20h – GLOOM (GO)
20h30 – VIVENDO DO ÓCIO (BA)
21h – RINOCERONTE (RS)
21h30 – CANASTRA (RJ)
22h10 – CAMARONES ORQUESTRA GUITARRISTICA (RN)
22h40 – DUSOUTO (RN)
23h20 – DO AMOR (RJ)
24h20 – TULIPA RUIZ (SP)
01h – TALMA&GADELHA (RN)
01h30 – BNEGÃO E SELETORES DE FREQUÊNCIA (RJ)

DOMINGO, 06 DE NOVEMBRO
Rua Chile, Ribeira (R$20,00)
15h30 – ANTESKIEUMORRA (RN)
16h – LOS COSTELETAS FLAMEJANTES (RN)
16h30 – SUNSET BOULEVARD (RN)
17h – CONQUEST FOR DEATH (EUA)
17h30 – MADAME SAATAN (PA)
18h – HILLBILLY RAWRIDE (PR)
18h30 – GAUCHASS (URUGUAI)
19h – MONSTER COYOTE (RN)
19h30 – VIOLATOR (DF)
20h – SANCTIFIER (RN)
20h30 – KRISIUN (RS)
21h30 – GALINHA PRETA (DF)
22h – DEAD FISH (ES)

Veja alguns vídeos:

Dead Fish

Tulipa Ruiz

Vivendo do Ócio

Festival DoSol confirma Dead Fish

Completando a violência sonora e tocando ao lado de Madame Saatan, Monster Coyote, Galinha Preta, Violator, das uruguaias Guachass, entre outros, a querida banda capixaba Dead Fish foi confirmada hoje para tocar no Festival Do Sol, no dia 6 de novembro.

Eles já tocaram em João Pessoa algumas vezes, nos deu entrevista e tudo. E agora volta ao Nordeste para mais uma apresentação em Natal, que promete ser carregada de rodinhas de pogo, mosh e muita pancada.

Carregando o ‘selo’ de uma das principais bandas de hardcore do Brasil, o Dead Fish carrega uma gigante discografia, com dez discos – e entre eles, pelo menos cinco são essenciais para os amantes da porrada hardcore.

Confira um pouco do que será o show do dia 6:

(via)

Entrevista: Alyand e Phillippe, baixista e guitarrista do Dead Fish

Você já viu aqui que o Dead Fish fez um show brutal em João Pessoa, dia 21 de maio. E foi aproveitando essa vinda da banda à cidade que eu conversei com os dois integrantes da banda, Alyand, baixista, e Phillippe, guitarrista. Na entrevista, os garotos falam do novo disco, das novas músicas, do setlist e dos vinte anos de banda.

Também comentam sobre a saída do , antigo baterista que deixou a banda um pouco antes do Contra Todos ser lançado, e como isso mudou tanto na sonoridade da banda, quanto nos shows e na própria convivência dos caras.

Confira:

1 – Vocês sentem alguma diferença com o público do sudeste e o público daqui?

Alyand: Então, nós somos do sudeste. Daí nós vemos bem mais as pessoas que nós conhecemos, porque estamos lá sempre, os amigos de lá, nós vemos sempre e o tratamento é sempre diferente. Aqui é uma coisa mais calorosa, talvez por uma carência porque o Dead Fish não passa por aqui mais vezes, daí fica essa coisa mais quente. Então talvez essa seja a maior diferença. E o legal é: cada cidade tem sua peculiaridade, tem a sua essência, e isso é diferente. Por exemplo: a gente tocou em Maceió, numa quinta feira, para umas 800 pessoas, e foi um puta show!  E a gente não esperava que não fosse tão bom, por conta da data. Enfim, hoje a gente tava meio preocupado por causa da casa vazia, mas agora já tem uma galera. Tem três anos que a gente não passa por aqui. Então, pra gente, cada lugar tem sua essência e cada lugar é um show especial.

2 – Vocês construíram uma grande legião de fãs com o “Sonho Médio” e com o “Zero e Um”. E agora vocês chegam com um álbum novo, que é o Contra Todos. Como foi a receptividade do público para este novo álbum?

A expectativa do público pra esse álbum novo era grande. Porque, a gente tava saindo de um disco mais lento, mais conceitual, que é “O Homem Só”, e foi uma experiência diferente de som, de uma forma que o Dead Fish nunca tinha feito antes no estúdio. E o “Contra Todos” foi uma coisa mais expontânea, e deixou a gente bem satisfeito. Acho que a receptividade não poderia ter sido melhor, cada estado que a gente tem passado, as pessoas estão cantando, estão comprando disco, estão vindo ao show. Então isso é interessante como um termômetro de boa aceitação pra gente. Eu acho que não poderia ter sido melhor. A gente foi premiado, no ano que o disco saiu, como melhor banda de hardcore, por uma emissora, o que é legal, que te gratifica e te traz uma vontade a mais de estar trabalhando. E ver que o resultado, tanto como crítica, como público tem aceitado bem isso, então é gratificante.

3 – E qual foi a mudança, principalmente na sonoridade do novo disco? O que vocês acham que mudou mais, do Sonho Médio para o Contra Todos?

Ah, no “Sonho Médio” nós estávamos bem novos, a gente queria mudar o mundo, a idéia era “nós somos uma banda de hardcore que vamos mudar o mundo”. Hoje não, hoje a gente está mais maduro, sabemos onde a gente pode produzir… Continuamos com a mesma vontade, mas de uma forma diferente. Mas acreditamos em outras coisas, algumas acreditamos ainda e outras não, mas continuamos uma banda guerreira, brigando pelo que a gente acredita. Acho que a principal mudança é a idade, a sonoridade. No “Sonho Médio” nós gravamos o disco em uma semana, porque todos nós ficamos um mês no Rio, trabalhando, então… Fica bem mais trabalhado agora, a gente tem tempo para trabalhar, uma gravadora dando apoio, mais maduros, mais agarrados com o que a gente acredita, então isso é sempre positivo.

4 – E como é o setlist de um show de uma banda com 20 anos de carreira?

Putz, isso é complicado. A gente tava falando que a gente está igual ao Cólera, que é uma banda que nós gostamos bastante, e eles tem quase 3h de show. E o Dead Fish, para montar o set, está mais ou menos no mesmo esquema! E a gente tem ficado entre 1h, 1h20, quando tem os horários disponíveis. E a gente procura passar por todos os discos, mas sempre falta uma música ou outra, porque se não fica muito longo.

5 – Mas agora com um disco novo, vocês preservam tocar as músicas novas primeiro, deixando os clássicos pra depois?

Então, hoje a gente tem começado o set com uma música do “Contra Todos”, que eu acho que inicia bem, abre o leque com um disco novo, já que é um lançamento do disco, já que é um show de vinte anos também. Então, começa com o trabalho novo, e aí a gente faz uma passagem por todos os discos.

6 – O que mudou essencialmente na banda depois que o baterista saiu, o Nô?

As mudanças foram para melhor, claro. Eu acho que a banda é um casamento e se você não consegue mais ter uma sustentação mínima de respeito, ou de qualidade de sonoridade que não agrade você ou a mim, alguém tem que sair. Então, mas como a gente já não tinha mais relacionamento como amigos, e como músicos também já não correspondia a mesma coisa, ele foi convidado a sair. E continuamos hoje. E o Marco de uma nova vida à banda, ele é um amigo de longa data, também é o baterista do Ação Direta, uma banda que importantíssima no mercado nacional, no cenário nacional, que tem 25 anos. E eu acho que ele só somou. Ele é um músico fenomenal, um amigo, divertido, então eu acho que hoje vocês vão ver um Dead Fish diferente, muito mais pegado.

7 – Em relação aos shows, qual é a principal diferença com o novo baterista? Esses são os primeiros shows com ele, não é?

Ah, ele já está há dois anos com a gente. Então, que já conhecia as músicas antigas, vão ver que ele vai dar a cara dele ali na música, e esse leque nós abrimos para ele porque não adianta você chamar uma pessoa e engessar o cara para a banda. Não era essa a idéia. Então, acho que hoje a galera vai ver um Dead Fish mais eufórico, muito mais energético, com um puta músico sentado atrás da bateria. É por aí.

Phillippe: É, ele deu mais vigor de show, e musicalidade, tal. A gente passava por um período que a banda estava cansada, na parte de convivência, de não tá se dando muito bem até num show, então quando você resolve isso e coloca alguém que toca melhor, que consegue entender mais.

8 – Você acha que agora ele tem uma pegada mais forte nos shows? Ele pode dar um peso maior?

Sim, sim. Eu acho que ele é mais musical, ele é mais técnico, então isso para a banda só somou. E há a questão também do social, de estar todo mundo muito melhor, de ter um bom humor, é um cara piadista, então saber colocar o clima pra cima, e isso ajuda muito. Antes era um clima meio que ninguém se falava, e tocava no show, brigava… Então a entrada dele tomou acho que veio para suprir, pra preencher um buraco que você não quer cair mais. E no caso dele, foi muito uma luva, porque ele entrou e veio com uma pegada que a gente estava esperando.

9 – Agora, para finalizar. Qual é a sensação de ser uma das principais bandas de hardcore do Brasil? Você acha que é muita responsabilidade?

Acho que não responsabilidade, mas a gente já fez por merecer. A gente tá tocando por tanto tempo, pegando tanto de furada de shows às vezes tosco, e aquela dificuldade de ser músico no Brasil, de tá cada um pegando a sua vida e colocando isso como algo que realmente é importante, tendo esse futuro incerto, essa insegurança do dia-a-dia. Então, a gente faz meio que com a paixão na frente, e a razão era pra todo mundo já ter desistido há muito tempo, porque é quase impossível.

Show: Dead Fish no Bosque (14.05.2011)

Quando foi anunciado que o show do Dead Fish seria no Bosque, a surpresa foi generalizada. A casa era mais conhecida, do público de João Pessoa, por abrir espaço para bandas de outros estilos que não o “quebra-tudo” punk-hardcore. No entanto, o espaço era devidamente organizado e gentilmente ar-condicionado, sem falar no adicional jogos de luzes, o que fez a noite ser sensacional.

Os shows estavam marcados para começar, pontualmente, às 15h. Quem chegou cedo, conseguiu ver a apresentação da primeira banda da noite, Senhores do Absurdo. Apesar do pouco público, a banda fez um bom show, esquentando os nervos do que estava por vir.

A segunda banda entrou já um pouco mais tarde, e atraiu uma boa parte da galera que estava do lado de fora. Tocando um hardcore pesado e todo feito por meninas altamente competentes, a NoSkill fez uma apresentação fervorosa, já instigando muita gente para as rodinhas de pôgo na frente do palco. A noite começava a fervilhar.

Em seguida, os Chicones, pela primeira vez em João Pessoa, chegou direto de Fortaleza para fazer um show arrebatador, instigando [pra caralho] muita gente que já reservava seu lugar na frente do palco. Tocando um hardcore meio ska, que ficou ainda mais rápido ao vivo, a banda fez um show longo, porém longe de ser cansativo. Ao final da apresentação, muita gente já estava com a energia à mil para o grande show da noite.

Um [grande] atraso na programação do show, devido a problemas técnicos, infelizmente acalmou um pouco os nervos da galera que esperava, ansiosamente, pela terceira apresentação da grande banda de hardcore do Brasil em João Pessoa. Mas, mesmo com pouco tempo de show, Dead Fish não tinha como desapontar.

Quando os primeiros riffs do baixo de “Asfalto” começaram, ganhando muito mais peso e rapidez no show,  a rodinha – que já estava formada – intensificou de forma inacreditável, e até quem estava fora dela sentiu a força com que os capixabas puxavam as músicas. A bateria ganhou um peso impecável, presença marcante do Marcos, novo baterista da banda, o que provocou uma grande diferença na sonoridade das músicas ao vivo. Eles seguiram tocando as ótimas e pesadas  “Siga”, “Venceremos”, “Por Não Ter O Que Dizer” e “Contra Todos”, faixa título do disco novo, e assim movimentando a rodinha até chegar na ótima “Não”, uma das melhores músicas do novo álbum.

Não fosse a rapidez das baquetas, os riffs agudos de guitarra e o vocal punk do Rodrigo, aquilo estava perto de um show de metal. Deixando os clássicos para o final, a banda começou a entrar nas melhores faixas dos ótimos dois álbuns, Sonho Médio e Zero e Um. E foi com músicas como “Zero e Um” e “Modificar” que praticamente todo o público se aglomerou numa só roda de pôgo, se jogando por cima da galera e não esquecendo de entoar os refrões já tão bem conhecidos.  Em “Viver”, “Sonho Médio” e “Bem Vindo Ao Clube”, até as meninas que antes estava apenas na lateral do show entraram na roda, empurrando e se esgoelando durante todo o resto do show.

Foto por @ChristianoSouto

“Autonomia” tocou rapidamente, e (eu já estava sem ar) a galera pogava como se não fosse terminar. Mas a sensacional “Urgência” fez o final ser glorioso, e o Dead Fish se despediu rapidamente, pedindo desculpas por não ter tido tempo suficiente para tocar o resto das músicas.

Mesmo com o chão escorregadio e os jogos de luzes coloridas ainda piscando, muita gente saiu do show com aquela ótima sensação de demônios exorcizados no poder de uma bonita e poderosa roda de pôgo, e o refrão ecoando na cabeça: “Há urgência em estar vivo…”

Todas as fotos por Priscila Lima