Sobre Rodrigo Laurentino

Is this guy serious? Is this guy serious or what?

Cobertura: Primeiro dia do Festival Mundo 2013

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O que chama atenção para quem chega cedo ao festival, que abriu as portas da Usina Cultural Energisa às 15 horas e as apresentações começaram as 16 horas, é o pouco público presente para ver as bandas. Cheguei atrasado no 1º dia do festival e peguei apenas as três últimas músicas da primeira atração, a banda paraibana Licenciosa, mas deu pra perceber que a maioria das pessoas que estavam ali vendo o show ou era da imprensa ou da produção do festival. No palco, do pouco que deu pra acompanhar a banda, pareceu que o Licenciosa faz um rock derivativo, que serve apenas para acompanhar a bebedeira de amigos em algum pub da cidade. A parte instrumental era eficiente dentro das suas limitações, mas o vocal pálido e letras sobre qualquer coisa não era tão convidativas.

Finda essa apresentação, foi hora de ir para outro palco, um pouco maior que o primeiro, para logo começar a segunda atração. A existência de dois palcos no festival cria um ótimo dinamismo e deixa um pequeno espaço tempo entre uma banda e outra. Assim, pouco após o Licenciosa, foi a vez do instrumental paraibano Procura-se Fabiano se apresentar. Formado por três Fabianos, o trio apóia no rock simples para passear em meios a grooves, jazz, experimentações, ritmos nordestinos, entre outros estilos distintos, que os fazem parecer um crossover entre Macaco Bong e o Conjunto Musical Do Amor. Tocando com competência para pouquíssimas pessoas, fato ironizado algumas vezes pela própria banda, deu as suas performances um clima de jam session e fugiam do básico guitarra-baixo-bateria ao incrementar pífano e efeitos vocais nas suas músicas. Continuar lendo

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Festival Mundo acontece neste final de semana em João Pessoa

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A semana segue culturalmente agitada em João Pessoa com a nona edição do Festival Mundo, evento produzido pelo Coletivo Mundo e que já se encontra consolidado no calendário paraibano celebrando a convergência integrada das artes foca no cenário independente local com produções, formações, intervenções e trocas de conhecimento e experiências através de distintas práticas artísticas, como música, audiovisual, artes cênicas e performáticas, artes visuais, além de integrar outras áreas temáticas, como esporte, cultura digital e gastronomia.

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O festival ocorre mais uma vez na Usina Cultural Energisa, abrangendo suas atividades para o Centro Cultural Espaço Mundo, e se iniciou no sábado passado, 26 de outubro, com oficinas, vernissage e apresentações musicais, que trouxe no primeiro dia as bandas Madian e o Escarcéu, do Maranhão, e a recifense Foxy Trio. Principal fio condutor do Festival Mundo, a música recebe maior destaque nos dias 2 e 3 de novembro, sábado e domingo, com uma programação que valoriza os artistas locais e apresenta alguns nomes do cenário nacional, sempre oferecendo variados estilos musicais.

No sábado, vale a atenção para os locais Zeferina Bomba, banda de noise rock que completa dez anos em 2013, uma das atração confirmada no South by Southwest de 2014, e A Troça Harmônica, que une música e poesia em um festejo minimalista. Em relação aos nacionais, destaque para a rapper paulistana Lurdez da Luz, o músico carioca Curumin e as bandas Far From Alaska, do Rio Grande do Norte, e a gaúcha Medialunas. Já no dia seguinte, as menções vão para as experimentações eletrônicas e visuais do grupo paraibano Rieg, para o stoner/doom do Red Butcher, o stoner metal potiguar do Monsters Coyote, a mistura do rock com samba dos também paraibanos Seu Pereira e Coletivo 401 e fechando a noite do último dia de festival, o mítico músico pernambucano, Di Melo.

Quase toda parte da programação do evento é gratuita, a exceção são as apresentações musicais dos dias 2 e 3 de novembro,o onde os ingressos para meia entrada irão custar R$ 15 (antecipado), R$ 20 (na bilheteria), R$ 25 (pacote para os dois dias antecipado) e R$ 35 (pacote para os dois dias na bilheteria), sendo possível para quem não é beneficiando pela meia entrada o ingresso social, R$20 mais um livro, o ou ingresso “dahora”, R$15 para quem chegar antes das 16 horas. As vendas antecipadas acontecem no Espaço Mundo (Varadouro), na Música Urbana (Centro), na Gracom (Centro) e na Furtacor (Shoppings Tambiá, Sul e Mag) ou por meio do site Eventick.

Confira a programação musical do festival:

[SAB – 02/nov] – 16h – Usina Cultural Energisa
Licenciosa (PB) / Procura-se Fabiano (PB) / Medialunas (RS) / Far From Alaska (RN) / Facada (CE) / Zeferina Bomba (PB) / DuMatu + Til Dal + Atômico MC + SH + Camila + Preto Alisson (PB) / Troça Harmônica (PB) / Lurdez da Luz (SP) / Curumin (SP)

[DOM – 03/nov] – 16h – Usina Cultural Energisa
Mate Ou Morra (PB) / Red Butcher (PB) / Monster Coyote (RN) / Uh La La (PR) / Burgo (PB) / Rieg (PB) / Seu Pereira e Coletivo 401 (PB) / Escurinho (PB) / DuSouto (RN) / Di Melo (PE)

Escute a mixtape do festival

 

Lou Reed e seu legado para o rock

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Pode-se dizer que 27 de outubro de 2013 é o dia em que o Rock mais uma vez morreu. Ou ao menos uma das suas várias facetas. Sem as obras de Lou Reed, seja com o Velvet Underground ou em carreira solo, é difícil imaginar os rumos que teriam o punk ’77, o noise, o mítico no-wave, o pós-punk, o rock alternativo do anos 90 e o Indie Rock que surgiu no inicio dos anos 2000 quando The Strokes lançou o seu Is This It?, por exemplo.

Ao lado de John Cale, Sterling Morrison e Moe Tucker, Lou Reed  fundou o Velvet Underground nas entranhas de Nova York e logo no primeiro disco lançaram o que viria a ser uma das obras mais influentes não só da música, como também de toda a  cultura pop. Apadrinhado por Andy Warhol e com participação da lendária cantora Nico, o “disco da banana” surgiu como um contraponto ao otimismo hippie da época e trouxe o niilismo para o Rock,  assim como o minimalismo, a combinação roupa de couro preto e óculos escuros e a poesia das ruas, tirando das sarjetas e colocando nas letras de suas músicas os escorias da cidade novaiorquina. No disco seguinte, sem Andy e Nico, a banda aumentou ainda mais a carga de ruídos e experimentações ao explorar novas possibilidades sonoras, como na faixa “The Gift”, uma jazz poetry onde jazz que deveria acompanhar a narração é substituída por uma combinação de guitarra-baixo-bateria barulhenta. Posteriormente, com a saída do guitarrista John Cale, um dos líderes da banda, o Velvet Underground vira praticamente a banda solo de Lou Reed,  perdendo as experimentações, mas ascendendo nas cargas de lirismo e poesia das músicas e influindo ainda mais no minimalismo.

Após o fim da banda, que lançou dois discos sem Cale, Lou Reed inicia a carreira solo com um disco trôpego que contava com sobras do Velvet Underground, mas logo recuperaria a credibilidade ao lançar Transformer com ajuda de David Bowie. A partir daí a sua carreira segue tão cultuada e influenciadora quanto a banda que ele fazia parte e que também não deve no que se refere a ousadia e invenção, indo além da sonoridade velvetundergroundiana e explorando e experimentando gêneros e estilos como o rock orquestral (em Berlin), o noise extremo (de Metal Machine Music) e, mais recentemente, e na junção entre o spoken word e o  metal (no controverso Lulu).

Com uma extensa discografia, Lou Reed deixa aos 71 anos um legado que vai além do que ele produziu, pois é possível escutar nas ruidosas guitarras de Jesus and Mary Chain e Sonic Youth, na cadência minimal do Television e Joy Division, na atitude blasé de bandas como The Strokes e Arctic Monkeys, entre outros incontáveis exemplos, as lições presentes em discos como Velvet & Nico, White Light/ White Heat, Transformer, Berlin e New York. Assim, para cada banda que abraçar o underground, trazer um olhar lascivo e poético das ruas ou do cotidiano, uma postura cool e displicente para aquilo que a rodeia e guitarras com ruídos minimalistas mas versáteis pode ter a certeza que é ali que Lou Reed sempre será encontrado.

Cobertura: Festival No Ar Coquetel Molotov 2013

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A pluralidade do Festival No Ar Coquetel Molotov mais uma vez não ficou restrita apenas nas apresentações, mas também foi observada nas pessoas que circulam por todos ambientes do Centro de Convenções da UFPE, da feirinha de produtos implantada no anel interno do local aos espaços destinados para interação, como a da “Casa do Cachorro Preto”, passando pelo inferninho da sala Cine PE e pela ótima infraestrutura do Teatro da UFPE, onde revelam que a diversidade presente no festival é consequência mútua tanto das atrações, que misturam estilos distintos, como do público recifense, de conhecida multiculturalidade, que frequentam o Coquetel Molotov.

 Na 10ª edição do festival, os dois dias de apresentações ficaram marcados pela grande presença de adolescentes que vieram prestigiar principalmente Cícero e Rodrigo Amarante, no primeiro dia, e Clarice Falcão, no segundo. Se os momentos de devoção foram admiráveis em vários momentos das apresentações dos citados artistas, com o público fazendo coro em várias músicas, os mesmos impediram um melhor aproveitamento de quem queria ver as outras bandas. Não houve vaias ou protestos, mas era visível o descontentamento de alguns que esperavam pelos shows que vieram assistir, embora algumas bandas conseguiram surpreender parte do público que estava em inércia. Continuar lendo

Cinco shows para ver na 10º edição do Festival No Ar Coquetel Molotov

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Há dez anos trazendo não só para Recife, como também para o nordeste, bandas e artistas que provavelmente nunca viriam pelos lados de cá, o Festival Coquetel Molotov oferece para o seu já fiel público a oportunidade de conferir em duas noites as novidades musicais que se encontram em evidência e consagrados artistas, sempre passeando por distintos estilos de música e apostando na cena independente nacional. Além dos shows, o festival também interage com o seu público através de debates, workshops e mostras de filmes que discutem temas que orbitem entre o universo musical e a cidade.

De Teenage Funclub à Racionais Mcs, passando por Lô Borges e Milton Nascimento revisitando o Clube da Esquina, além da curta parceria Swedish Institute que rendeu a saudosa Invasão Sueca, trazendo nomes como Jens Lekman  e Peter Bjorn and John, o Coquetel Molotov se destacou por ter buscado estes e outros nomes para se apresentaram dentro  de um teatro, além da apertada sala Cine PE, do Centro de Convenções da  UFPE, deixando o seu público bem próximos das atrações, criando um clima caseiro e festivo ainda mais quando as cadeiras do teatro são ignoradas e a incursão no gargalo do palco se mostra inevitável, para o desespero dos seguranças.

Em seu decênio, por dificuldade em trazer nomes de fora, o festival apresenta atrações majoritariamente nacionais e aposta em recentes lançamentos de novos artistas sem o medo de decepcionar. Deste modo, fora os headlines que irão fechar cada dia do Coquetel Molotov, é sempre bom prestar atenção para os nomes desconhecidos, pois, dado a característica íntima do festival e uma curadoria que se mostra atenta ao que acontece na cena musical nacional, é bem possível que haja gratas surpresas derivadas de surpreendentes apresentações.

Foram listados aqui cinco shows para você precisa ver no festival, mas não são exceções. A atenção também deve ser dada para os novos nomes da música eletrônica nacional, Grassmass, Claúdio N e Maurício Fleury; o Rock sem firulas de Rafael Castro e Juvenil Silva; o pós-punk francês do Team Ghost; o experimentalismo acessível da banda portuguesa Memória de Peixe; e a sensibilidade pop do Perfume Genius. Assim, para além dos chamarizes de público – Cícero, Rodrigo Amarante e Clarice Falcão – há muito que se prestar atenção na 10º edição do Festival No Ar Coquetel Molotov.

Hurtmold

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Escalado para se apresentarem entre os dois shows mais aguardados do dia 18, o de Cícero e o do Rodrigo Amarante, o Hurtmold vem para o festival como a banda com mais tempo em atividade, 15 anos, e o primeiro a comparecer pela segunda vez no festival (a banda tocou pela primeira vez em 2005). Mais conhecida como a banda de apoio da fase solo de Marcelo Camelo, o Hurtmold possuí uma sólida discografia que merecia ser mais descoberta, a banda de Post Rock se notabiliza pelo apreço a busca por criar texturas e nuances sonoras, atingindo um grau de complexidade rítmica que aos poucos a banda se tornou essencialmente instrumental, mostrando  que a expressão verbal não é necessária para a compreensão da sua música.

Opala

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O duo formado por Maria Luiza Jobim (filha de Tom Jobim) e Lucas Paiva (Mahmudi) trafega pelo resgate nostálgico dos anos 80 ao criar uma atmosfera etérea que une o Dream Pop com R&B e passeando próximo do Chillwave, fazendo uma música eletrônica que se aproxima, segundo a própria Maria Luiza, de bandas como Dirty Projectors, The Knife e Jai Paul. Com apenas um EP de 5 músicas lançado no meio do ano, o Opala surge aparentemente como um grande acerto ao ser colocado para se apresentar no palco do Red Bull Music Academy Stage, a sala Cine PE que, dado ao pequeno espaço da sala, pode acentuar a veia intimista e sensorial da música produzida pelos dois artistas.

Karol Conká

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Um dos nomes mais interessantes a surgir no ano de 2013, Karol Conká renova no Rap brasileiro com um jeito desbocado e nada sisudo de rimar, em meio à flows efusivos e beats que apresentam um vasto leque de referências, que vai do afrobeat ao pancadão. Fechando a programação do dia 19 do palco do Red Bull Music Academy Stage, a rapper poderia muito bem dar conta do teatro da UFPE e colocar o público para dançar, mas é no apertado espaço que, se depender do batuque ouvido no seu disco de estreia, mesmo nos momentos em que mira seu olhar para a crítica social, Karol Conká botará o local pra ferver.

Bixiga 70

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Do ritmo africano ao caribenho, passando pela ginga tipicamente brasileira, o Bixiga 70 caminha com destreza na arte de criar intensos grooves que, se no segundo e recém lançado disco parecem um pouco contidos, no palco do teatro da UFPE podem deleitar o público com uma efervescente apresentação, fazendo com que as cadeiras do local sejam sumariamente ignoradas, pois, com a festa sendo guiada por 10 integrantes, a Big Band paulista é capaz de deixar ninguém parado com o seu time de metais em consonância com os elementos de percussão.

Metá Metá

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Pode-se dizer que Metá Metá é um supergrupo. Formado pela vocalista Juçara Marçal, pelo saxofonista Thiago França e pelo violinista Kiko Dinucci, a banda é a união de músicos que se esmeram em explorar as possibilidades sonoras de uma música, testando os limites da composição, improvisando em diversos momentos e exigindo do ouvinte certa paciência para diluir todos os detalhes – ou ao menos uma parte -. É praticamente impossível definir o som do trio, pois, passeando por vários e distintos estilos,  como o samba, o free-jazz e noise, o Metá Metá parte de um celebração com base em cânticos religiosos de forte profusão tribal para diluir o Rock com uma postura raivosa e arredia. Tal experiência sonora pode vir a se configurar numa cerimônia musical em pleno Teatro da UFPE no dia 19.

 

Programação da 10ª edição do Festival No Ar Coquetel Molotov

Dia 18/10

Red Bull Music Academy Stage – 17h
Mauricio Fleury (SP)
Claudio N (PE)
Rafael Castro (SP)
Team Ghost (França)

Teatro da UFPE  – 21h
Juvenil Silva (PE)
Cícero (RJ)
Hurtmold (SP)
Rodrigo Amarante (RJ)

Dia 19/10

Red Bull Music Academy Stage – 17h
Grassmass (PE)
Opala (RJ)
Memória de Peixe (Portugal)
Karol Conká (PR)

Teatro da UFPE – 21h
Bixiga 70 (SP)
Perfume Genius (EUA)
Metá Metá (SP)
Clarice Falcão (PE)

Para maiores informações: http://coquetelmolotov.com.br/

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A experiência pop de Justin Timberlake

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Ter uma visão 20/20 significa, em termos oftalmológicos, que a pessoa tem uma acuidade visual normal, capaz de enxergar 100% o quadro de teste de visão, a tabela de Snellen, colocado a 6 metros (nos Estados Unidos, 20 pés) de distância de onde a pessoa se encontra. No programa americano de rádio americano On Air with Ryan Seacrest, Justin Timberlake justificou o uso do termo 20/20 nos seus discos dizendo que ao mostrar para os seus amigos o material que estava gravando, um deles disse que aquilo era música que se podia ver.

Tal definição reflete perfeitamente bem o imaginário causado pelas peças criadas por Timberlake, onde nos passeios pelas músicas é possível ver o artista de terno e gravata na pista, todo arrumado em preto e branco, enquanto sua companhia usa um vestido e protagoniza toda a lírica narrativa das canções, intercalando momentos de cumplicidades, flertes e decepções, tendo como pano de fundo uma noite em que tudo pode acontecer. Continuar lendo

O pastiche psicodélico do MGMT

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Quando o MGMT se apresentou no programa Late Night with Jimmy Fallon há dois anos atrás, durante uma semana dedicada ao Pink Floyd, e fez um releitura eficiente de Lucifer Sam, uma das músicas do clássico The Piper at the Gates of Daw, ninguém poderia supor que estaria ali a essência que iria guiar a banda no seu terceiro disco. Pois, é na fase psicodélica do Pink Floyd, com a banda sendo liderada por Syd Barret, que Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser parecem buscar inspiração para comporem o sucessor de Congratulations, assim como o primeiro disco, que também traziam esses elementos, mas não de forma tão explicita como agora, e abre caminho para a dupla ir além ao emular não apenas as obras psicodélicas dos anos sessenta e setenta, como também  as recentes bandas e artistas que atualmente flertam com o rock lisérgico de 30/40 anos atrás.

Com um disco de estreia, o Oracular Spetacular, que fez o nome da banda e a transformou em hype, para o bem ou para o mal, com um punhado de músicas radiofônicas que trafegavam entre a psicodelia dos anos 60 e o synthpop dos anos 80, o MGMT subverteu as expectativas e entregou na segunda obra algo que, longe de apresentar qualquer aceno daquilo que apresentarem antes e o tornaram grandes, soa menor e mais sincero que o anterior por  limar a imponência das canções e buscar soluções que fogem do fácil apelo pop para realizar experimentações sonoras, substituindo o synthpop pelo surf music e o indie rock na junção com a psicodelia, brincando com as referencias, criando algo particular para a banda e como novos ares para explorar. Continuar lendo