Entrevista: Móveis Coloniais de Acaju

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Através de entrevista por telefone, Fabricio Ofuji, produtor da banda Móveis Coloniais de Acaju, conversou com o Atividade FM e mostrou toda a sua simpatia, abordando  desde o relacionamento com o público paraibano até as expectativas para a apresentação do Abril pro Rock, que vai rolar nos dias 19 e 20 de Abril, em Recife. Os meninos estão prometendo para esse ano o lançamento de um CD e de um filme, que não serão lançados juntos.

Vocês respeitam muito o público e já chegaram a declarar até que os fãs tem a mesma importância da banda no show. Baseado em apresentações anteriores, quais são as expectativas para subir novamente no palco do Abril Pro Rock anos depois?

Bom, o legal é que a gente volta com um contexto bem parecido, porque em 2009 a gente estava com o c_mpl_te pra sair, mas foi uma grande prévia do disco e a ideia é a gente de novo fazer uma previa do De lá até aqui.

Então no novo show o público já pode contar com algumas músicas do CD De lá até aqui?

É, ele ainda não vai ser o novo show, mas já conta com algumas músicas.

E em relação ao estilo do novo CD? Ainda é romântico ou vocês já estão com outro universo?

Acho que nesse disco, como estamos dispostos a uma nova etapa da banda a gente flerta com várias temáticas, não tem um direcionamento. De lá até aqui, além do nome do disco, é também o nome de uma das faixas, trata um pouco da trajetória do grupo até agora…então, a gente consegue trabalhar com temas variados. Por exemplo, em “Longe” a gente brinca com a história do fim do mundo, então acho que tem algumas variações de tema.

E qual foi a maior diferença do c_mpl_te para o novo CD? O fato de que vocês falam mais da trajetória de vocês?

Não, acho que agora é um disco mais forte. Quando a gente tem todas aquelas influências, a gente caminha de fato pra sonoridade da banda e dessa vez em uma conversa chegamos a esse fato

E como vocês tão vendo o cenário da música independente agora no nordeste, já que vocês são umas das grandes bandas que sempre fazem shows aqui? Vocês acham que tá ficando igual a todo o país ou não?

Não, acho que tem uma diversidade musical muito grande… É só ver que entre as grandes expectativas de bons discos pra esse ano a gente tem o do Recife, Mombojó, fazendo a retrospectiva dos 11 anos de carreira deles. Então eu acho que da mesma forma que o resto do Brasil, a gente tem uma música brasileira muito forte. Os eventos…RN é um estado que tem feito muita coisa, assim como em todo o Brasil a gente tem uma consolidação de eventos e artistas muito interessantes.

Mas vocês acham que tá rolando mais apoio do público e das produtoras?

Bom, as nossas experiências na região sempre foram muito positivas, a gente sempre teve contato com o universo de pessoas interligadas, tanto como parte do publico, quanto dos artistas que também querem mostrar seus trabalhos . E isso em todas as cidades que a gente presenciou, seja em um festival em Campina Grande, como foi o Encontro da Nova Consciência ou como no caso do Recife, onde a gente participou dos três grandes festivais (Coquetel Molotov, o Rec-beat e o Abril Pro Rock), deu sempre pra perceber essa movimentação. E o Abril Pro Rock a gente sabe que pro país tem uma importância muito grande, já trouxe da cena musical brasileira vários nomes, desde Chico Science até Los Hermanos…então a gente tem essa percepção e em todas as outras cidades deu pra perceber isso: o interesse de pessoas e de eventos importantes, tanto que na Paraíba a nossa primeira apresentação foi em Campina Grande, pra depois chegar na capital. Em alguns estados esse movimento tem acontecido. Na Bahia a gente teve uma resposta muito boa de Vitória da Conquista, como o interesse deles, e também da participação do publico, então acho que tem uma movimentação muito boa, mas, não é uma exclusividade do Nordeste, como em todo país a continuidade de alguns apoios, seja governamental ou privado, a música ainda sofre um pouco, é uma irregularidade que tem no país.

E como é a relação de vocês com o público paraibano?

Bom, a gente tem uma relação muito boa que foi marcada quando a gente foi pra Campina Grande e tinham várias pessoas de João Pessoa por lá, as pessoas se deslocavam de outras cidades pra ver a banda, ou até mesmo quando a gente não tinha ido pra Paraíba e ia pra Recife e tinham vários grupos que saíram de João Pessoa para Recife. É um dos públicos mais participativos e a gente viu isso também quando a gente fez a apresentação no projeto Som das Seis em que o contato da Secretaria da Cultura pra nossa apresentação foi muito por conta dos pedidos do público pela internet, e pai do Rodrigo Barata é paraibano, então a gente tem também um vinculo mais próximo. A gente gostou bastante de João Pessoa, como de Campina Grande, e é muito legal o Festival Mundo, é um ambiente interessante. Das três experiências que eu tive, uma delas fui a João Pessoa para participar dos eventos paralelos de debates, e todas elas foram interessantes e não temos nada a reclamar em relação a Paraíba nessa sentido e como não fomos ano passado tomara que esse ano a gente faça o lançamento aí também.

Depois da conversa, a expectativa para o Abril Pro Rock só aumenta, a curiosidade para novas músicas e um show diferente do que já foi visto até agora é grande, além de saber o carinho dos meninos pelo público, não apenas paraibano. Fabricio Ofuji, com a sua simpatia, mostrou que eles também estão com alta expectativa para se apresentar nos palcos do Recife novamente.

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