Cobertura: Lollapalooza Brasil, terceiro dia

Neste terceiro dia, começamos o festival com o grupo Foals. A banda veio pela terceira vez ao Brasil apresentar músicas de seu novo disco Holy Fire e executar seus melhores hits. O show iniciou-se às 15h15 no palco Butantã, com a primeira faixa “Prelude” do recente trabalho, logo após, conferimos duas do disco Antidotes,  “Balloons” e a ótima “Olympic Airways”. O show foi se sucedendo dessa forma, músicas do Holy Fire em meio ao repertório de hits dos dois primeiros discos.

O momento marcante durante o show foi com certeza a apresentação das novas “Inhaler” e “My Number” que funcionaram muito ao vivo. Ainda vale destacar, “Spanish Sahara” e a melhor escolha para fechar o repertório “Two Steps, Twice”. O show cumpriu seu papel, foi divertido e empolgante, mas sem dúvidas o Foals tem um grande futuro e em breve pode conquistar o status de grande banda. Senti falta de  “Hummer” no setlist.

Pós Foals, decidi esperar no mesmo palco o Kaiser Chiefs. Fazia uns cinco anos que espera um show deles, andei acompanhando umas transmissões na web e vi que o vocalista tinha perdido uns 15 quilos e tornado o show muito mais eletrizante. No mesmo horário se apresentava o Vanguart no palco Butantã, mas como Vanguart a qualquer momento posso ver, e Kaiser Chiefs não, terminei escolhendo este último.

O show começou pontualmente as 17h15, os Chiefs começou com uma tríade de músicas bem satisfatória, “Never Miss a Beat“, “Everything Is Average Nowadays“, “Kinda Girl You Are“. Desde o começo, o Rick Wilson se mostrou cheio de energia, empolgado mais do que o normal. Foi um verdadeiro show man do grupo: comandou seu público, leu uma folha em português, correu, fez “Ola”, passeou pelos corredores de segurança, fez graça pras câmeras, subiu na estrutura do palco…No repertório, só clássicos de seus três primeiros discos, como até eles sabem que a banda realmente desandou no último lançamento, Future Is Medieval teve apenas a faixa “Little Shocks”.  O show ainda teve a música novidade “Living Underground”, que tem presença confirmada no próximo disco da banda. Os fãs claro foram à loucura da empolgação com o Rick, cantaram, gritaram, e pularam, basta ver nos vídeos da gravação da TV no Lolla, a reação foi explosiva durante os hits “Ruby“, “Everyday I Love You Less and Less“, “The Angry Mob“, “I Predict a Riot“. A apresentação no total teve 14 músicas, sendo encerrada por “Oh My God“.

Acredito que boa parte do público da The Hives também estava assistindo ao show do Kaiser Chiefs, e no final não deu outra, foi uma verdadeira correria do palco Butantã ao palco cidade jardim. Chegando lá, a banda começou com a sugestiva “Come On“, e o show seguiu-se com “Try It Again” e “Take Back The Toys“. O show do The Hives não foi menos contagiante do que o do Kaiser, para quem conhecia as letras e a discografia da banda, o show foi perfeitamente elétrico. Outro autêntico show man guiou esse show, dessa vez o vocalista Pelle Almqvist. Ele pedia barulho no final das canções, falava um pouco de português e ainda chegou a pedir que todos se sentassem numa parte do show, claro que os fãs de Pearl Jam foram chatos e não se abaixaram. O show, entretanto, foi curto, apenas 11 faixas, mas foi bem centrado nos hits, teve  “1000 Answers“, “Main Offender“, “Hate to Say I Told You So” e foi finalizado com a explosiva e longa versão de “Tick Tick Boom“. O público foi ao delírio com os hits, um dos melhores shows do dia. SIM, os rodies deles eram ninjas!!!

O Hot Chip foi o grupo responsável pelo encerramento das atividades do palco alternativo do Lollapalooza. Durante a apresentação, a banda focou em musicas de seu mais novo disco In Our Heads (2012), dele podemos conferir “How Do You Do?”, “Don’t Deny Your Heart”, “Night & Day” e “Flutes”. Em meio as faixas novas a banda relembrou alguns hits como “Over and Over” e “One Life Stand”. O Hot Chip diferentemente dos outros grupos do dia, não possuía um show man elétrico, o vocalista Alexis Taylor é bem contido, sem pretensão alguma de exigir algo de seus fãs ou até mesmo comanda-los. Mas, o show do Hot Chip não é um show como o dos outros grupos citados acima, a banda tem uma sonoridade eletrônica com uma banda que executa ao vivo, um show dançante e divertido. O ponto alto do show com certeza foi o hit “Ready for the Floor”.

O Pearl Jam teve a missão de encerrar o festival, e não fez feio para uma banda com a história deles. O grupo usou e e abusou de hits, fez um show para emocionar e divertir o fã. Músicas conhecidas do grupo ganharam muito mais forma com a presença de palco do grupo, além de hits como “Jeremy”, “Alive”, “Even Flow”, “Daugther” e “Black”. E para sorte de muitos ali presentes o show ainda teve versões de músicas dos Ramones (“I Believe in Miracles”), The Who (“Baba O’Riley”) e Pink Floyd (“Interstellar Overdrive”). No fim, fechando o setlist veio “Yellow Ledbetter“. A apresentação foi perfeita para o encerramento do festival, devido à sua devida proporção.

Fazendo um balanço sobre a organização festival, podemos dizer que ele melhorou em alguns fatores, devido à redução de 20 mil pessoas em cada dia, deixando mais espaços e diminuindo os problemas. Isso mesmo, apenas diminuindo, porque a maioria dos problemas encontrados no festival do ano passado foi repetido neste ano. Filas enormes para se comprar fichas, uma tremenda fila nos banheiros, novamente o número de banheiros foi muito inferior ao número de pessoas presentes na arena. Não chego nem a reclamar da lama, pós é uma coisa bem comum em alguns outros festivais em épocas de chuvas. Bom, todos ali estavam pagando bem para vivenciar o festival. O mínimo esperado para quem adquiriu os ingressos era que tudo funcionasse da melhor forma, que os shows o começassem pontualmente, as filas fossem mais rápidas (perder um show por ficar numa fila é muito triste), além de que se dispus sessem boas opções de alimentação; Afinal, os shows começavam ao meio-dia e seguiam até 23h30. Vi relatos de muitos amigos que perderam grande parte da programação por enfrentar uma grande fila para pegar os ingressos no dia do evento. Outra reclamação bastante ouvida foi a venda dos ingressos nas bilheterias, pois muitas funcionavam com poucos guichês  gerando uma fila imensa. No geral, o Lollapalooza agrada pelo grande número de shows de qualidade, representando um forte line up mas ainda decepciona no quesito de festival eficiente e de boa qualidade.

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