Sigur Rós, Valtari Mystery Film Experiment – Parte 2

5 – Ég anda / 2º versão

Lançada no dia 16 de julho com direção de Ramin Bahrani, a 2° versão de Ég anda traz um clipe que por trás de belas imagens, esconde um significado claro sobre a preocupação com a vida dos animais na terra. Enquanto um peixe agoniza no chão, lutando para respirar, dezenas de imagens vão sendo mostradas ao decorrer do vídeo, muitas delas de animais que parecem ter sempre um olhar vago para o horizonte, como se sentissem ou mesmo assistissem o peixe morrendo. Com certeza cada pessoa terá a sua interpretação dessa versão de Ég anda, uma música que como vemos, pode ser traduzida de várias maneiras, trazendo os mais distintos significados.

Confira o clipe aqui:

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 6 – Varúð / 2º versão

A 2° versão de Varúð saiu no dia 31 de julho e foi dirigida por Ryan Mcginley. “Uma garota que corre livremente pela cidade com uma peruca dourada.” Essa seria uma definição simples se por trás disso não estivesse oculto um significado gigante para o clipe. As ruas desertas e às vezes lotadas de pessoas, os momentos em que a câmera congela e deixa apenas a menina em movimento, um mundo que muitas vezes não enxerga algo ou alguém e continua a viver sem saber do que “tem lá fora”. Essa é a minha interpretação do clipe, que de forma introspectiva, lhe deixa refletindo depois de vê-lo até o fim. Essa versão de Varúð faz a união entre uma bela canção e um clipe cheio de interpretações, resta a você saber qual é a sua.

Confira o clipe aqui:

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7 – Varðeldur

O sétimo clipe do Valtari Mystery Film Experiment foi lançado em 13 de agosto e dirigido por Melika Bass. Varðeldur é mais um que mostra uma espécie de balé ou interpretação teatral que dessa vez trouxe a atriz Selma Banich como protagonista. Uma sala escura e uma dor interna que parece sufocá-la a cada passo, fazendo-a se contorcer enquanto continua com a sua “dança” até que por fim, deita-se no chão. Um clipe visualmente muito bonito, com fotografia e iluminação impecáveis. Uma música que segue apenas no piano e que acabou por criar uma narrativa visual excelente para a interpretação da atriz. Mais um trabalho de primeira para o Valtari.

Confira o clipe aqui:

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8 – Dauðalogn

Lançado no dia 28 de agosto e dirigido por Henry Jun Wah Lee, Dauðalogn me fez pensar estar vendo um trecho do Heima, (o filme documental do Sigur Rós que se passa na Islândia em uma das turnês da banda por lá). Com cenas de rios, montanhas, céus e terrenos belíssimos, Dauðalogn é visualmente incrível, com momentos de tirar o fôlego. As cores vivas presentes no clipe trouxe um ponto forte a mais, deixando as florestas ainda mais verdes e bonitas na tela, enquanto de fundo podemos ouvir a trilha sonora perfeita para essas imagens.

Confira o clipe aqui:


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9 – Seraph featuring Rembihnútur and Ekki Múkk

Seraph foi lançado em 12 de setembro e teve a direção de Dash Shaw e John Cameron Mitchell. Ele também foi o primeiro a ter mais de uma música no mesmo clipe. Rembihnútur e Ekki Múkk foram às escolhidas para serem a trilha da animação criada pelos diretores que sabiamente, desenvolveram uma narrativa que seguiu os mesmos passos da música. A história se passa entre dois garotos que se conhecem no banco de trás de uma viatura policial e depois de uma troca de olhares, parecem sentir um ao outro naquele momento. Já na prisão, um deles se joga na frente do outro no momento de uma briga e acaba dando sua vida para salvar o desconhecido, que em choque, vê o “amigo” partir. Um clipe para se assistir mais de uma vez, que esconde significados e traz uma bela história feita em animação.

Confira o clipe aqui:


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10 – Ekki Múkk / 2° versão

Lançado hoje mesmo (dia 24/09), a 2° versão de Ekki Múkk foi dirigida por Nick Abrahams com a participação do ator Aidan Gillen, conhecido por filmes como “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge.”

Tocante, belo, forte. Um clipe que com certeza traduziu um sentimento que o protagonista transmite ao caminhar sozinho por um campo enorme. A solidão que parece o cercar por todos os lados, e mesmo quando você apenas acha que ele é mais um maluco perdido, imaginando diálogos com um caracol, são nas últimas cenas que o verdadeiro significado de tudo aquilo ficou claro (pelo menos para mim). Tirem suas conclusões e assistam do lado de um amigo que entenda inglês, caso você não saiba. Os diálogos são muito bem colocados e as pausas dramáticas do quase “curta metragem” são extremamente bem feitas. Mais uma obra prima para o Valtari Mystery Film Experiment.

Confira o clipe aqui:

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