Melhores Discos Internacionais de 2010

Então é chegado o final de 2010, neste ano tivemos vários cds decepcionantes, mas também discos que revelaram novas e ótimas bandas e outras nem tanto, com discos que surpreenderam e fizeram esse ano valer a pena para a música internacional. Então, é também pegando esse cima de natal cheio de comida e presentes, aqui vai mais uma lista de melhores discos internacionais de 2010. Feliz Natal!

1° The Suburbs – Arcade Fire

Desde que saiu esse álbum, ficou certo que esse seria o CD do ano. 2010 foi um ano de poucas revelações, mas esse álbum definitivamente surpreendeu nossos ouvidos meio decepcionados. E é maravilhoso. Arcade Fire foi tão cultuado o ano todo que nem é preciso falar muito sobre ele. Só escute “The Suburbs” e aproveite essa magia instrumental com letras marcantes, e se apaixone.

Arcade Fire – The Suburbs

2°  Contra – Vampire Weekend

Outro álbum que encantou 2010. Os nova-iorquinos chegaram fazendo seu indie rock meio africano, com títulos estranhos como “Cape Cod Kwassa Kwassa” para seus primeiros singles, e despontaram esse ano mostrando todo mundo como dá pra fazer um rock dançate e divertido, ter um vocal maravilhoso, falar dos primos e ainda ser indie.

Vampire Weekend – Cousins


3° The Drums – The Drums

Você provavelmente já deve ter ouvido o The Drums, só não ligou a banda à música.  O hype do álbum debut do que seriam os The Smiths se ainda estivessem vivos ganhou a trilha sonora de uma dessas propagandas de carro que passam direto na TV,  e isso só mostrou como esse álbum foi importante e revelador para 2010. No começo do ano a BBC já considerava a band como uma das promessas do ano,  e quando o álbum saiu só comprovou a previsão do grande jornal, agradando tanto a crítica quanto aos indies de plantão com seu estio pós punk meio surf music. Meio The Smiths…

4º  This Is Happening – LCD Soundsystem

De fato, esse foi um dos projetos eletrônicos que se tornaram indispensáveis, principalmente com esse maravilhoso álbum que traz músicas maravilhosas como “Drunk Girls” e a que rendeu aquele clipe postado aqui, “Pow Pow”. Se eles não morgarem e decepcionarem como o MGMT, esse poderá se tornar um daqueles projetos eletrônicos  que não podem faltar em nenhuma festa, e até competir com David Guetta. O LCD Soundsystem fará show no Brasil, no RJ, em janeiro, e tudo porque o povo carioca pediu. Tá esperando o que para ir curtir aquela festa eletrônica?

LCD Soundsystem – Drunk Girls

5°  Innerspeaker – Tame Impala

Com um monte de referências boas desde os Beatles em Magical Mystery Tour, ou o Pink Floyd em Atom Heart Mother, ou Cream, esse  disco de estréia Innerspeaker, do Tame Impala, dialoga com pop, blues, progressivo e psicodelia dos anos 60-70.  As músicas “Solitude is Bliss”, “Lucidity” e “Desire Be Desire Go” são música que comprovam que a banda consegue mixar todos esses elementos e ainda encontra jeito de nos fazer lembrar desses clássicos. A banda inclusive ficou conhecida abrindo shows do MGMT.

Tame Impala – Lucidity

6°  Le Noise – Neil Young

Neil Young é o tipo de craque nunca para, e nunca vai para de trabalhar. Dessa vez ele trouxe para os ouvidos disciplinados dos jornalistas e o bom gosto dos indies um álbum feito somente com guitarras, violão e alguns elementos eletrônicos. Nenhuma bateria. Só a voz nasalada e conhecida do rock dos anos 80. E é um álbum ótimo. É surpreendente como após tantos anos, um músico consiga colocar apenas instrumentos de cordas e conseguir trazer o espírito do rock’n’roll que não morreu. Esse ainda pulsa no sangue do Neil e sempre pulsará, em tudo que esse artista maravilhoso fizer.

Neil Young – Sign Of Love

7° Total Live Forever – Foals

Foals é uma banda completamente britânica. Eles se mostram britânicos nos shows, fazem clipes e escrevem sobre a sociedade britânica. Ficou conhecida por aparecer na trilha sonora de seriados britânicos como Skins e Misfits. E ainda conseguem fazer um indie rock gostosinho, até um pouco parecida com The XX, outra banda revelação desse ano, só que mais puxada para o dance-pop. Para os indies, esse é um daqueles álbums que não pode faltar no player.

Foals – Blue Blood

8°  The Lady Killer – Cee Lo Green

Cee Lo Green é o tipo de cara que consegue fazer sucesso mundial e ainda continuar independente. E esse cd mostra exatamente esse lado “underground” e pop ao mesmo tempo. Hits, como a já conhecida “Fuck You” qual clipe saiu no site oficial do artista com as letras embaixo para todo mundo acompanhar, e a “It’s Okay” compõem esse álbum. Mas há também músicas muito bem produzidas, como a que dá nome ao álbum e remete a trilha de 007, assim como faixa melancólicas como “Please“.

Cee Lo Green – Please (feat. Selah Sue)

9º  Brothers – The Black Keys

Fora o hype que gerou aquele clipe maravilhoso que você já viu, esse álbum não traz muita novidade para a dupla americana. Mesmo assim, ainda há musicas que são boas, como a baladinha “Howlin’ For You” e a curiosa “Sinister Kid“. Esse talvez não seja um dos melhores albuns da dupla, mas definitivamente mostra sua maturidade, e por isso vale a pena ouvir e ter como um dos álbuns do ano.

The Black Keys – Tighten Up

10° Write About Love – Belle And Sebastian

Esse é o tipo de banda que ouvindo uma vez você já reconhece o estilo deles. E mesmo um tempão depois de lançarem o álbum The Life Pursuit (2006), eles ainda aparentam ser aquela banda com um instrumental maravilhoso e musicas bonitas, falando de – o que? – amor. Apesar disso, esse álbum parece ter preservado o lado mais sério e instrumental da banda, e contou com a participação especial de Norah Jones na música “Little Lou, Ugly Jack, Prophet John“. Não é um dos melhores álbuns do B&S,  mas não deixa de ter seu valor.

Belle And Sebastian – Little Lou, Ugly Jack, Prophet John (feat. Norah Jones)

11° Postcards from a Young Man – Manic Street Preachers

Aparentemente, essa banda não foi muito bem comentada esse ano. Mas esse álbum é maravilhoso, uma delícia de ouvir. A maior parte das músicas são lideradas pela guitarra, mas ainda assim há baladinhas com “It’s not war (Just The End Of Love)“,  a “I think I’ve found” que lembra um pouco esse clima natalino, e a “Golden Platitudes” que começa com um pianinho, depois pega mais pesado. Talvez não seja o rock anos 80 dos outros álbums do Manic, mas esse mostra definitivamente a maturidade da banda tanto nas melodias bem trabalhadas quanto nas letras evoluídas.

Manic Street Preachers – Golden Platitudes

12º Tourist History – Two Door Cinema Club

O grupo inglês chegou fazendo singles e lançando EPs, e já mostrou como uma das promessas de bandas do ano. Esse disco juntou todo o material já lançado em EPs prévios e mais alguma coisa nova, e agradou tanto a crítica quanto o player dos indies que fazem sua festa eletropop tanto no ouvido quanto na sala do apartamento. Afinal de contas, depois do Brasil ser presenteado com a vinda dos garotos ao país em janeiro do ano que vem, Tourist History não podia ficar de fora.

Two Doors Cinema Club – Something Good Can Work

13° Congratulations – MGMT

Talvez esse lance de negar a hype ou preparar um disco rápido sob pressão da gravadora tenha afetado esse disco do MGMT, considerado o disco decepção por não ter sigles parecidos com “Kids” ou “Time to Pretend” como  no primeiro albúm Oracular Spectacular. Apesar de ter decpcionado alguns o Congratulations resgata elementos do surf music de forma melodica inovando por fazer isso.

MGMT – It’s Working

14° Rock Record – Broken Social Scene

Depois de um longo período sem lançar disco novo, o Broken Social Scene lançou neste ano o “Forgiveness Rock Record” um álbum com a pretensão de atingir mais público, porém sem aquela pegada do disco anterior, com arranjos trabalhados e bons lances de guitarras. Resumindo um disco sem muita novidade, fácil de escutar.

Broken Social Scene – Texico Bitches

15° Above and Beyond (MTV Unpplugged) Mando Diao

A coisa do Unplugged é ver como uma banda de eletropop consegue colocar  suas músicas cheias de elementos eletrônicos na acústica. E o Mando Diao é o tipo de banda que mesmo acompanhado de violões básicos, piano sem nenhum efeito eletrônico e violinos clássicos, ainda consegue fazer você dançar, aplaudir e se emocionar com as mesmas músicas que você ouviu na festa, e agora aparecem acompanhadas de gaitinhas e uma bateria suave. Escute, e repare como até a hit “Dance With Somebody” ficou leve, acompanhada do público batendo palma.

Mando Diao – Dance With Somebody (original)

Mando Diao – Above and Beyond

Broken Social Scene – Forgiveness Rock Record’

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4 respostas em “Melhores Discos Internacionais de 2010

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